terça-feira, 26 de abril de 2011

Reencontro

Não sei olhar para trás e não te enxergar
Não sei sonhar agora sem você estar
Não sei imaginar a frente se você não se apressar

Sei do passado o todo que lhe pertenceu
Sei que quase abstrato o amor sobreviveu
Sei que dividido ao meio fui inteiro seu

Do presente reconheço o mesmo sorrir
Aquela velha promessa do que está por vir
A conversa perfeita do pensar com o sentir

O futuro deseja a nossa música tocar
O reencontro esperado dos corpos a se entregar
Sem nenhuma certeza apenas a de se amar

terça-feira, 19 de abril de 2011

sim e não

O que nos move
Será o mesmo que os comove?
O que você canta
Será o mesmo que me encanta?

A tua verdade
Será a minha dádiva?
E a tua mentira
Será o meu engano?

O que eles dizem
Será o seu sonho?
E o que eu não faço
Será a sua vontade?

As minhas perguntas
Serão as suas respostas?
E as suas respostas
Serão as minhas dúvidas?

O que eu falo
Será o que você quer ouvir?
E o nosso silêncio
Será que ainda lhe basta?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Platônico

Estranho é não saber
Procurar e não encontrar
Ao menos pequeno sinal
Do que se passa em você
  
Difícil é sentir
Chorar e apenas sonhar
Tudo aquilo que eu gostaria
De viver com você
  
Confuso é pensar
Que mesmo sem começo
Isso pode acabar
Num instante ao falar pra você

Pior é viver
Esse mundo de fantasia
Ou com medo de perder
O que nunca tive de você

O que há pra dizer
Precisa de uma vez vazar
Que tudo aquilo que eu amo
Só pode ser por você

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Amigos

Aos que não perguntam
Não aconselham
Nem consolam
Apenas estão presentes

Aos que perguntam
Aconselham
Consolam
E também estão presentes

Aos que somem
Sem deixar mísera notícia
Mas em algum momento
Estiveram presentes

Aos que estão longe
Porém próximos no mundo virtual

Aos que nem tão longe estão
Porém queriam estar mais perto

Aos que estão perto
E sempre podem chegar um pouco mais

Aos que gostariam de se aproximar
Mas não sabem como fazê-lo

Aos que entram na minha vida
Sem nem pedir licença

Aos que me permitem entrar na sua
Sem qualquer exigência

Aos que estão em casa
Aos que estão na rua

Aos jovens
Aos velhos

Obrigado

sábado, 9 de abril de 2011

Oração

Temo
O silêncio ensurdecedor
A casa vazia

Assombram-me
Meus próprios fantasmas
Minha ausência fria

Anseio
Meu corpo ao seu
Seu calor todo dia

Espero
Seu sorriso contido
Sua enorme alegria

Agradeço
Aceitar os medos
Sobreviver aos pensamentos
Desejar seu amor
Aguardar sua chegada